CongressoemFoco: Tabuleiro das eleições 2020

Quais as eleições municipais mais importantes? Qual será o impacto das novas regras? Qual a influência dos resultados na corrida para 2022?

Dados históricos indicam que as eleições municipais influenciam pouco as eleições de governadores e do presidente da República.
Mesmo assim, elas sempre enviam sinais para o mundo político.

Todos que sonham com a cadeira presidencial se preocuparão em “fazer bonito” em suas bases.

Neste cenário, um bom conselho é prestar bastante atenção numa velha máxima da política: nunca fique tão amigo de um aliado que ele não possa virar adversário; e nunca vire tão inimigo de um adversário que ele não possa virar aliado.

Em São Paulo e no Rio, Bolsonaro e os pré-candidatos ao Planalto, Doria e Witzel, duelarão pela hegemonia na direita. O primeiro objetivo de cada um é vencer. O segundo será derrotar seu adversário de campo ideológico.

Se o candidato de Doria naufragar e tivermos um segundo turno na capital paulista entre um Bolsonarista e alguém da esquerda, quem vocês acham que o governador apoiará por debaixo dos panos? Uma vitória do presidente na capital paulista sepultaria as pretensões do João.

No nordeste, Recife jogará um papel diferenciado. O desfecho das alianças na esquerda já passou por Pernambuco em 2018, selando a neutralidade do PSB e o apoio do PCdoB ao PT.

O PSB mantém aceso um namoro com o PDT ao mesmo tempo em que tenta construir um caminho próprio para 2022. Recife é sua joia da coroa. Qual será a aposta do PT? Lançar Marília Arraes contra João Campos? Sacrificar novamente a petista para não romper com os socialistas? Tentar impor pela força sua hegemonia?

No sul, o destaque será Porto Alegre. Manuela lidera as pesquisas. Pode receber o apoio do PT e do PSOL. Uma vitória da esquerda num reduto “azul” reforçaria os argumentos dos que apostam na possibilidade de uma guinada à esquerda em 2022.

Além destas cidades, será importante observar se as articulações em torno de futuros blocos ficarão de pé. PDT, PSB, Rede e PV caminharão juntos? O PDT e o DEM definirão movimentos em comum? O que o PT exigirá de PCdoB e PSOL para apoiar Manuela e Freixo?

O “Centro” vai finalmente sair dos vídeos promocionais e desfilar na avenida? Com que roupa? Lula e Bolsonaro reafirmarão suas posições de grandes cabos eleitorais? Moro vai entrar em campo?

Será a reafirmação da renovação, com candidatos “outsiders” por legendas de pouca expressão triunfando novamente ou a política tradicional retomará o seu lugar?

Alianças inimagináveis, luta por hegemonia, corrida desesperada pela sobrevivência e outros ingredientes farão parte do cardápio da eleição que tem tudo para ser a mais fragmentada, difícil e imprevisível da história.

https://congressoemfoco.uol.com.br/


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