Bate Papo Virtual (imaginário) entre os Jornalistas Alexandre Garcia e Ricardo Garcia

Ontem 20/10/2020 recebi este email do Mestre Jornalista. Abaixo de suas reflexões inseri minhas opiniões como se tivéssemos batido esse papo.

De: Alexandre Garcia <atendimento@curseria.com>
Date: ter, 20 de out de 2020 19:12
Subject: Como nos enganam todos os dias sem que percebamos…
To: Ricardo Garcia <ricardo.inter@gmail.com>

Alexandre G.: “Ricardo, costuma-se contar que se pusermos um sapo na água fria da panela e a aquecermos lentamente, o sapo vai se adaptar, sem perceber que a água vai ferver e ele vai morrer. Se o sapo fosse jogado na panela já com água quente, ele sentiria o calor e saltaria fora.

Fico pensando se não somos como o sapo na panela.

Ricardo G.: Sim Alexandre. Aqui por estas bandas de São Bernardo do Campo-SP antigamente conhecida pela pujança Industrial das Montadoras de Veículos muitas pessoas tem esta mesma sensação, inclusive eu.


Alexandre G.: Fomos nos acostumando com absurdos, foram nos enganando com a temperatura da água, fomos nos adaptando e ainda hoje não nos damos conta da panela em que nos meteram.

Trabalhamos quase cinco meses por ano para sustentar o Estado, supostamente em troca de bons serviços públicos.

Não notamos que não temos segurança, a menos que viajemos para o exterior, quando nos surpreendemos sacando num caixa eletrônico na calçada de uma rua escura, pela madrugada. Não notamos que não temos asfalto, que a chuva se acumula na pista, até que alugamos um carro no exterior. Não nos damos conta de quanto somos submetidos aos nossos representantes no Legislativo – e não eles a nosso serviço.

Ricardo G.: Por aqui mesmo sendo uma região riquíssima ainda permanecemos com uma classe Política que prioriza interesses pessoais com projetos de poder por poder, em vez dos interesses coletivos.

Por aqui Alexandre temos Gestões Públicas que iniciam obras em ano eleitoral e não terminam (PT). Na sequência a “nova Gestão” (PSDB) somente conclui a maioria dessas obras iniciadas na Gestão anterior 3 anos depois em ano Eleitoral, ou seja, exatamente o que você comentou:

” foram nos enganando com a temperatura da água, fomos nos adaptando e ainda hoje não nos damos conta da panela em que nos meteram. Não nos damos conta de quanto somos submetidos aos nossos representantes no Legislativo – e não eles a nosso serviço.


Alexandre G.: Temos uma legislação trabalhista que dificulta e encarece o emprego e que precisou de uma recessão causadora de 12 milhões de desempregados para que nós, os sapos acomodados, descobríssemos que é melhor ser empreendedor, sem as amarras da “carteira assinada”.

Resta-nos o quinto artigo da Constituição, mas ele começa com “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Não é preciso sequer comentar com você a hipocrisia que contida nessa determinação.

Ricardo G.: Em nossa região já sentimos essa recessão e êxodo de Empresas e empregos à décadas ascentuando-se nas duas últimas décadas. Os gestores que estiveram e estão no poder foram e são reativos em vez de preventivos. Somente depois que as Empresas comunicam que vão embora é que eles tentam reagir. Isso é um grave erro que tem nos castigado.

Quanto ao quinto artigo da Constituição “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” esqueceram de mencionar que o Grande ABC também submete-se à mesma Constituição. Os coronéis Políticos reinam por aqui.

Alexandre G.: Mas somos sapos já acostumados com essa temperatura. Aplicaram-nos o princípio de A Revolução dos Bichos, e criaram a necessidade de nos jogarem uns contra os outros, na disputa entre as igualdades, para decidir quais são os mais iguais que os outros.

Nos impuseram o pensamento único e agora que nós, os sapos, reagimos à temperatura elevada, tentam nos convencer que não pode haver mais de uma ideia; que ter ideias contrárias é radicalismo e não democracia. Parece que a tempo o sapo consultou seu termômetro biológico e saltou da panela.

É um pouco a lição do poema No Caminho com Maiakowski, de Eduardo Alves da Costa, em que primeiro nos roubam uma flor e nada dizemos, depois, pisam no nosso jardim e matam nosso cão e nada dizemos; até que um dia roubam-nos a voz da garganta e já não podemos dizer nada.

Ricardo G.: É exatamente isso prezado Alexandre…” tentam nos convencer que não pode haver mais de uma ideia; que ter ideias contrárias é radicalismo e não democracia; complemento: e que tudo que for contrário à classe política Municipal ou que demonstre suas ações ilusórias é FakeNews.

A Liberdade de Expressão e de Imprensa INDEPENDENTE (sem qualquer tipo de vinculo financeiro com a classe Política) no Grande ABC , especialmente em São Bernardo, está sendo bombardeada de processos. É o meu caso e de mais alguns colegas que resistem à Impunidade e aos desmandos da classe Política.

Alexandre G.: Ao longo das décadas, fomos nos acostumando com o crime, a bagunça urbana, a insegurança jurídica, as leis de encomenda, a corrupção que levou parte de nosso patrimônio; com o estado que submete a nação, a burocracia escravizadora, a alegria alienada, o desrespeito a nós e a nossas famílias, a doutrinação estranha de nossos filhos, o culto da mentira como ritual da política.

Resta a esperança de que tenhamos percebido que tentaram nos enganar como ao sapo e os expulsemos de nosso jardim. Mas para que isso se concretize, só existe um jeito, Ricardo: que tornemo-nos cidadãos verdadeiramente politizados.

(Trecho retirado da minha coluna no jornal ND Mais)

De Brasília.”

Ricardo G.: Em uma “Democracia” que votar é obrigatório? Se é obrigatório por si só já não é democrático ou estou enganado?

Neste panorama ditatorial de voto obrigatório reside a brecha para todo um sistema de corrupção e compra de votos que vão desde simples promessas a um botijão de gás, dentadura, churrasquinho e até cargo (por apoio??) para esposa de um Deputado Federal que tem sua base política neste Município e trabalha sob a bandeira anti-corrupção e prisão em 2o instância. Eram adversários históricos o atual Deputado Federal e o Prefeito. Fui processado por divulgar esse fato e sentenciado numa velocidade surpreendente.

Observação: O cargo foi concedido em um Município vizinho capit?

Pergunto: Que País é este Alexandre? Que País é este?

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