Quem é Dominguetti Pereira, PM de Minas que é ouvido na CPI da COVID

policial militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti Pereira é ouvido nesta quinta-feira (1º/7) na CPI da COVID, no Senado. Ele se apresenta como representante da Davati Medical Supply, que afirma ter recebido um pedido de propina por parte de pessoas ligadas ao governo federal para venda da vacina contra a COVID-19 produzida pela AstraZeneca.

A empresa Davati Medical Supply buscou o Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca com uma proposta inicial de US$ 3,5 por cada uma – depois disso, passou para US$ 15,5. O encontro para as negociações ocorreu em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, Região Central da capital federal, em 25 de fevereiro.

Dominguetti disse que o diretor de Logística do Ministério, Roberto Ferreira Dias, cobrou propina durante o jantar. “O caminho do que aconteceu nesses bastidores com o Roberto Dias foi uma coisa muito tenebrosa, muito asquerosa”, disse Dominguetti.


Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).
Dominguetti Pereira é cabo da PMMG e trabalha em Alfenas, no Sul do estado. O nome dele aparece em 37 processos judiciais, segundo o site G1, e, após uma passagem por Belo Horizonte, ele teria se mudado devendo quatro meses de aluguel. 

O que diz a PMMG

Por meio de nota enviada ao Jornal Estado de Minas nesta quinta, a Polícia Militar confirmou que Dominguetti é da ativa e que a conduta dele será investigada pela corporação. Leia na integra:
“A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) esclarece que Luiz Paulo Dominguetti Pereira é policial militar da ativa e integra os quadros da instituição. Atualmente, o militar está lotado no 64º Batalhão com sede em Alfenas.
A PMMG esclarece ainda que instaurou Relatório de Investigação Preliminar em desfavor do policial militar, para apurar possíveis condutas que ferem o Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado de Minas Gerais e o Estatuto dos Militares do Estado de Minas Gerais. Cabe destacar que a Lei 14310/2002, que dispõe sobre o Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado de Minas Gerais, considera como transgressão disciplinar o militar da ativa que participe de firma comercial ou de empresa industrial de qualquer natureza, ou nelas exerça função ou emprego remunerado.”

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