Falta de Atendimento em UBS não é exclusividade de Osasco. No Grande ABC é igual.

Prefeitura de Osasco rompeu o contrato com a OS responsável pelo atendimento em seis UBS. Cerca de 150 profissionais da saúde foram demitidos.

Pacientes que foram, nesta segunda-feira (8), às Unidades Básicas de Saúde (UBS) afetadas pelo rompimento de contrato entre a Prefeitura de Osasco, na Grande São Paulo, e a Organização Social afirmam que não foram atendidos.

A Prefeitura de Osasco rompeu o contrato com a Organização Social que era responsável pelo atendimento em seis Unidades Básicas de Saúde.

Com a decisão, cerca de 150 profissionais da saúde assinaram as rescisões e deixaram de prestar atendimento à população nesta quinta-feira (4).

O rompimento do contrato afeta diretamente seis unidades: UBS Vila dos Remédios UBS Aliança UBS Portal D’Oeste UBS Quitaúna UBS Justiça UBS Novo Osasco Ana Paula dos Santos levou o sobrinho, de 11 anos, para fazer um exame de sangue, mas ele não foi atendido. Funcionários da UBS orientaram que voltassem para casa e esperassem um telefonema remarcando o exame. O adolescente tem uma deficiência e precisa de acompanhamento médico.

Questionados, os funcionários disseram que, após o rompimento de contrato, a OS levou todos os equipamentos de limpeza, que não foram repostos e, por isso, as áreas de coleta não estão limpas e o atendimento não está sendo feito.

A rescisão foi publicada no Diário Oficial da Prefeitura de Osasco, justificando interesses públicos. A prefeitura informou que a medida foi adotada porque o “programa atendeu sua meta de contenção primária.

A Secretaria de Saúde registrou queda do número de atendimentos e também procura pelas UBSs por causa da Covid-19.”

O consórcio Cioeste disse que recentemente fez licitações para medicamentos, testes rápidos, equipamentos de proteção individual e exames de ressonância. E que distribuiu protetores faciais para os profissionais da saúde dos municípios. “Tinha agenda médica, tinha agenda dos enfermeiros, tinha agenda do dentista. Estava todo mundo com paciente na agenda”, disse o enfermeiro Ederaldo Ribeiro. O Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco, informou que disse que entre os demitidos estão médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos de enfermagem. “A categoria foi surpreendida. A gente especificamente sabia que ia ter o atendimento do pessoal sobre Covid-19 e infelizmente veio essa quebra de contrato de um dia para o outro”, disse Juarez Henrique de Paulo, vice-presidente do sindicato. Uma planilha mostra que foram feitos 1.806 atendimentos no mês de maio deste ano apenas em um dos postos atingidos pelas demissões.

Outro ponto que chama a atenção na decisão de Osasco é que a cidade faz parte do Consórcio Cioeste, que reúne dez municípios da Região Metropolitana. Durante essa semana, os prefeitos do consórcio pediram para que o governo relaxasse o isolamento, colocando as cidades num estágio como o de São Paulo. Isso porque, eles diziam que os investimentos em saúde estavam sendo reforçados.

Elvis Cezar, prefeito de Santana de Parnaíba e presidente da Cioeste, disse que “os prefeitos estão trabalhando muito para aumentar, para organizar o sistema de saúde de forma que possa dar a segurança necessária pra mudarmos de fase.”. Funcionários de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Osasco protestaram na manhã desta quinta-feira (4) contra 200 demissões de profissionais de saúde que atuavam nessas unidades.

Fonte: G1

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