A Hiperburocracia Estatal Brasileira

Por Alexandre Saramelli

Segundo a equipe de jornalismo do SP1, na manhã do dia 17 de agosto milhares de pessoas estavam em busca de uma oportunidade de emprego e formaram uma fila gigantesca em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo.

“A multidão dobrava a esquina até as 12h. Algumas pessoas passaram a madrugada na fila”.

Há alguns meses, o agora Ministério do Trabalho e Previdência impõe, ao arrepio da Lei 13.874/19 e, no caso das PME´s, da Constituição Federal, o uso do “eSocial simplificado”, um artefato de e-governement altamente intervencionista e com qualidade duvidosa.

Na esteira do “eSocial” está a automatização da CTPS, a tradicional “carteira de trabalho” que é usada desde a década de 1940. A CTPS nada mais é do que um curriculum vitae “oficial” do cidadão, porém, não é encarada assim pelo funcionalismo público. A CTPS continua a ser pensada apenas como um artefato exclusivo para uso do Ministério do Trabalho e Previdência.

A CTPS automatizada poderia ter sido integrada aos esforços do SINE – Sistema Nacional do Emprego, inclusive ter uma parte aberta onde o cidadão poderia escrever um texto sobre suas qualicações e propostas. Esse conteúdo poderia ser disponibilizado para a Iniciativa Privada, principalmente para plataformas de recrutamento e seleção.

Se isso já tivesse sido feito, certamente não seriam necessárias as gigantescas filas que vimos na cidade de Carapicuiba. Essas pessoas estavam lá basicamente para entregar curriculums vitae em papel e realizar cadastramentos com dados que já existem na base de dados do Ministério do Emprego e Previdència! Assim, essas pessoas seriam contatadas de forma mais eficaz e eficiente.

Isso não seria nenhuma “utopía”, muito ao contrário, países estão usando a tecnologia da informação para gerenciar melhor a sua força de trabalho. A Estônia, por exemplo, praticamente zerou a sua taxa de desemprego a partir do uso de sistemas de e-government que aproximam os trabalhadores de empregadores.

Enquanto os profissionais liberais do país perdem TEMPO, DINHEIRO e SAÙDE com artefatos com qualidade duvidosa como o Esocial poderiam utilizar sistemas mais fáceis de usar, mais eficazes e eficientes que, entre outras coisas, eliminariam essas filas gigantescas de pessoas buscando emprego que vez por outra vergonhosamente se formam nas cidades. Temos tecnologia e capacidade administrativa para RESOLVER esse problema, não apenas “simplifica-lo”.

Ao usar o “eSocial” estamos fazendo o que é o certo a ser feito?

Estamos trabalhando em prol do Bem Comum? Ou estamos usando a Tecnologia da Informação para manter o atual e nefasto quadro de hiperburocracia Estatal brasileira que não interessa ao país?

Na dúvida peça, como está na Legislação brasileira, a apresentação de uma AIR – Análise de impacto Regulatório, que ateste com absoluta transparência se os RISCOS E CUSTOS regulatórios, tanto financeiros como psicológicos, são suportáveis pelas PME´s e Profissionais Liberais brasileiros.


Matéria do Governo da República da Estônia explicando como eles usaram a tecnologia para diminuir drasticamente o desemprego no país.

https://e-estonia.com/story-resilience-tackling-unemployment-through-innovation/


A seguir, matéria jornalística sobre as Gigantescas filas em Carapicuiba:
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/08/17/milhares-de-pessoas-em-busca-de-emprego-fazem-fila-em-carapicuiba-na-grande-sp.ghtml

Milhares de pessoas em busca de emprego fizeram fila em Carapicuíba, na Grande SP

O posto de atendimento ao trabalhador da cidade está com 800 vagas abertas em diversas áreas e fez um mutirão. As funções com o maior número de vagas são operador de atendimento, auxiliar de logística e auxiliar de produção.

Milhares de pessoas em busca de uma oportunidade de emprego formaram uma fila na manhã desta terça-feira (17) em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. A multidão dobrava a esquina até as 12h. Algumas pessoas passaram a madrugada na fila.

Localizado em um shopping da cidade, o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) da cidade está com 800 vagas abertas em 15 áreas e fez um mutirão para entrevistas e contratação.

A pandemia agravou o desemprego, mas a demanda foi mais alta do que o esperado pela Prefeitura, que se surpreendeu com a fila e distribuiu mil senhas na fila. As funções com o maior número de vagas são operador de atendimento, auxiliar de logística e auxiliar de produção.


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