Munícipes saem as ruas para protestar contra a mudança da biblioteca.

Munícipes se manifestam contra à transferência da Paul Harris para espaço em sala de vidro na Secretaria de Educação.

Ontem Dezenas de moradores da cidade se manifestaram contra a transferência da Biblioteca Paul Harris, de São Caetano do Sul, para impedir que o Governo interino de Tite Campanella (Cidadania) concretize a transferência, localizado em prédio de dois andares no bairro Santa Paula, para uma pequena sala de vidro nas dependências da sede da Secretaria de Educação, na Avenida Goiás.

O protesto concentrou cerca de 40 pessoas, entre escritores, frequentadores e políticos, que utilizaram faixas e cartazes contrários à decisão da Prefeitura.

Nas redes sociais também fizeram abaixo-assinado, abriram paginas, grupos e milhares de internautas se posicionaram contra a mudança.

A pasta de Educação gerida por Fabrício Coutinho, segue sem diálogo com os usuários funcionários e sociedade civil e o prefeito interino Tite Campanella já sinalizou que irá utilizar aporte de R$ 120 mil do Governo Federal para realocar o equipamento, com objetivo de renovar a biblioteca alegando que o recurso será empregado para modernização do espaço, na casa de vidro. “Com a verba serão adquiridos novos equipamentos, além de softwares para instalação de e-books, por exemplo.”

O abaixo-assinado virtual contra a mudança acolheu mais de 1.500 adesões no período, visando, sem sucesso até agora, a reversão da decisão do governo. “Vejo como atitude arbitrária, acontece sem discussão. Deveria haver, no mínimo, apresentação de projeto concreto, formal, a frequentadores, servidores. O espaço que querem levar a biblioteca é inadequado, sem condições de abrigar acervo, inclusive do ponto de vista da iluminação. Para conservação dos livros é péssima ideia.” frisou o escritor Rodrigo Feitoza, integrante da Academia Popular de Letras de São Caetano.

Também o frequentador assíduo da unidade, onde já lançou publicações autor de cerca de 40 livros, o escritor Cláudio Feldman, 77, alegou, não fazer sentido essa mudança sem ouvir ninguém sendo que a cidade apresenta hoje equipamento completo e bem estruturado, organizado. Tirar isso daqui (do complexo), para mim, é um crime, é desabar a cultura da cidade, todo o foco está concentrado na Paul Harris. É como colocar elefante numa casa de cachorro.

A escritora Alcione Zanini, 73, disse em uma entrevista com o DGABC que ficou sabendo da notícia pela imprensa. “Queríamos ouvir deles (as razões). O espaço não é só acervo de livros. Tem eventos, saraus, encontros, leitura, contação de história. É decisão insana, muito infeliz, situação que mexe com a história.”

Em contrapartida, o secretário Coutinho e a bibliotecária Ana Maria Guimarães Rocha, deram a versão oficial da medida. “Estaremos fazendo grande trabalho de modernização da biblioteca, que será incorporada à Secretaria de Educação.” Já Ana Maria relatou que com a biblioteca digital a cidade vai “atender mais rápido e com mais eficiência”. “Não perdendo acervo, que será abrigado no prédio da secretaria. Acredito que futuramente a população irá aplaudir as mudanças.” 

Mudanças como essa precisam ser bem analisadas e aprovadas também pela população ou a cidade está sendo administrada por um governo déspota, autoritário e antidemocrático?

Editor responsável pela matéria Vagner Stecker

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