SBC: Risco de racha é eminente, vereadores podem formar novo grupo

Fran Silva (PSD)

(Por Marcos Tato)

Um “marasmo predominante”, é como se pode resumir os trabalhos da 17a. Sessão Ordinária da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, nesta quarta-feira, (02).

O poder executivo, diga-se, o prefeito Orlando Morando, não enviou ao legislativo nenhum projeto para a apreciação dos parlamentares batateiros. Mesmo que enviasse qualquer projeto, ficaria claro o descontentamento dos vereadores da base, através de obstruções a pauta, o que acarretaria a primeira crise na atual gestão.

Segundo fontes, o descontentamento tem origem na distribuição de cargos dentro da prefeitura, que foram prometidos aos vereadores para acoplar seus cabos eleitorais, com prazo limite no início deste mês de junho, e que não aconteceu. A situação transpareceu na votação do projeto que deu nome de “Bruno Covas” à Fábrica de Cultura, onde, vereadores da base, Glauco Braido (PSD) votou “não”, e Paulo Chuchu (PRTB) se ausentou do plenário.

O vereador Fran Silva (PSD), primeiro-secretário da mesa diretora da Câmara (conselho que rege os trabalhos no legislativo), se manifestou sobre o assunto, dizendo que, atualmente, ocorre uma falta de articulação com os vereadores da base, “Está faltando diálogo entre o executivo e legislativo, não meramente uma questão de cargos mas sim de diálogo, através disto se ajusta tudo, incluo nessa interlocução a cidade, sendo que algumas atitudes são tomadas sem o nosso conhecimento e ficamos sabendo às vezes pela imprensa e algumas vezes pelos munícipes”, declarou. Questionado se já se formou um grupo para retomar a aproximação com o governo, o vereador pondera a resposta,
“Ainda não, porém não deixa de ser um fato que possivelmente possa existir, se vier a acontecer é apenas um sinal que o legislativo é forte e merece respeito”, esclareceu Fran Silva.

Na possibilidade de formação de um “G11”, somado aos quatro vereadores do PT, o prefeito perde a maioria absoluta na casa.

Durante os trabalhos na sessão, falamos com o líder e vice-lider do governo, Ivan Silva (PP) e Julinho Fuzari (DEM), respectivamente, onde disseram que não havia como defender o governo porque nada sabiam sobre o assunto.

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